No dia 28 de fevereiro (Sáb), o Tokyo, que busca a quarta vitória consecutiva na liga (incluindo vitória em disputa de pênaltis), recebe o Kashiwa Reysol em casa.
No dia da partida, sob o título 'Festival Mundial', o local será preenchido com ritmos vibrantes de samba, e delícias culinárias de várias partes do mundo estarão disponíveis, como a coxinha do Brasil, bibimbap da Coreia e pratos caseiros da Dinamarca.
No entanto, uma vez que os olhos se voltam para o campo e o apito soa, uma "batalha acirrada" aguarda.
A Paixão do Rei Sol
O adversário Kashiwa Reysol é, sem dúvida, uma equipe forte que disputou o título da J1 League na última temporada. Está entrando na segunda temporada sob o comando do técnico Ricardo RODRIGUEZ. O que merece destaque é o sistema variável meticuloso do "unidade puramente japonesa", que não conta com jogadores estrangeiros, e o estilo que domina a posse ofensiva com alta pressão e diversos padrões de ataque.

No recente jogo da 3ª rodada contra o Kashima Antlers, apesar de ter conseguido uma excelente oportunidade de abrir o placar aos 23 minutos do primeiro tempo com um pênalti, o chute do jogador Hosoya foi defendido pelo goleiro adversário. No segundo tempo, mesmo com as entradas dos jogadores Kubo e Omi para ativar os ataques pelas laterais, a equipe sofreu com o problema recorrente de gols sofridos em jogadas de bola parada, perdendo por 0 a 2. Após a partida, o técnico Ricardo RODRIGUEZ lamentou dizendo que "estamos longe da performance ideal", mas as investidas pelas costas iniciadas por Hosoya e os ataques laterais consistentes permaneceram presentes.
Com a força de ter ficado em segundo lugar na temporada passada, a "coesão e organização" do Kashiwa, que vem com tudo para conquistar sua primeira vitória a qualquer custo, se transformará em uma energia máxima que invadirá o Ajinomoto Stadium.
O “avanço” visto no clássico do Tamagawa
O Tokyo tem acumulado atualizações táticas constantes desde o início da temporada, ocupando a 4ª posição com 7 pontos. Um exemplo simbólico foi o recente clássico do Tamagawa na 3ª rodada contra o Kawasaki Frontale. Desde o início, o time usou as laterais como ponto de partida, com Hayato INAMURA ativando o ataque com passes verticais enquanto avançava agressivamente com a bola. Na defesa, Kento HASHIMOTO, Kouta TOKIWA e Motoki NAGAKURA, posicionado na linha de frente, atuaram em conjunto. Eles eliminaram sistematicamente as opções de passe para Wakisaka do Kawasaki e para o atacante Elisson, reduzindo uma a uma as alternativas do adversário.
O que merece destaque é a velocidade de reação à segunda bola e a consciência de avançar "para frente" após recuperar a posse. O gol da virada de Sei MUROYA, aos 38 minutos do primeiro tempo. O passe vertical de Tokiwa foi o gatilho, e quando Marcelo RYAN criou espaço na posição central, a bola foi distribuída para Keito SATO, que estava aberto na direita. Naquele momento, seis jogadores do Tokyo avançavam em direção ao gol. No final, MUROYA ultrapassou Keito SATO com uma ousada jogada por baixo e chutou com força. Essa sequência pode ser considerada uma atualização no jogo ofensivo e um "avanço" da equipe como um todo.
“Escudo” e “Lança” que conhecem o “mundo”
Nesta evolução organizacional, o jogo dos jogadores que conhecem o “mundo” está se fundindo no atual Tokyo.

Na retaguarda, reina o goleiro Kim Seung-gyu, representante da Coreia do Sul que busca sua quarta Copa do Mundo. Sua primeira partida após ingressar no FC Tokyo foi contra o Kashiwa Reysol na temporada passada. É recente a memória de sua diferença de classe demonstrada com uma construção de jogo estável e defesas impressionantes. Em relação ao atual “World Festival”, Seung-gyu comentou: “Eu adoro ‘oden coreano’! Como desta vez também estará disponível no AO-AKA PARK, quero que todos experimentem!!”, mostrando seu entusiasmo também fora do campo.
Na posição imediatamente à frente, está Alexander SCHOLZ. No passado, foi convocado para a seleção dinamarquesa e, com uma resposta calma e meticulosa respaldada pela experiência, neutralizou o ataque do Kashiwa, e, apesar de ser zagueiro central, aproveita as oportunidades para avançar e participar do ataque em posições profundas no campo adversário.
E o jogador que mais merece atenção é o Hian, na linha de frente. Como provado pelo gol contra o Kawasaki, ele não perde um instante de oportunidade. Não se trata apenas de avanços verticais, mas, acima de tudo, nesta temporada ele aprimorou sua habilidade de "segurar" a bola na linha de frente, criando espaço e tempo em posições avançadas, o que tem aumentado a participação ofensiva dos jogadores do meio-campo para trás, dando mais profundidade ao time.

O jogador Hian também disse: "O samba é uma festa para o povo brasileiro. Espero que todos possam experimentar o samba no Ajinomoto Stadium!!" e aguarda ansiosamente para que a cultura de seu país natal enfeite o estádio.
Não há dúvida de que, neste jogo contra o Kashiwa, poderemos ver em campo, em todas as situações, um jogo com padrão mundial, por jogadores que conhecem o mundo.
Em Tóquio, nomes como Yuto NAGATOMO, Masato MORISHIGE, Muroya, Kento HASHIMOTO, Ryunosuke SATO e Fuki YAMADA representam o Japão, lutando contra o mundo e conhecendo o cenário global.
Diversas culturas se cruzam no Ajinomoto Stadium neste dia. Eventos que simbolizam cada país e a apreciação da cultura alimentar dos países onde jogadores como Scholz, Seung-gyu e Hian nasceram e cresceram. No entanto, o que devemos saborear por último é o banquete e o brinde chamado 'vitória'.
Os homens que conhecem o mundo engolem Kashiwa. Quando o apito final soar, esperamos que o hino azul e vermelho ecoe no Ajinomoto.



